4 Anos de Dicas da Oksi…como tudo começou e evoluiu

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Esta semana/mês o Dicas da Oksi faz 4 anos! Dá para acreditar? Parece que ainda ontem estava na pátio da minha residência universitária a fotografar as primeiras receitas! Desde então, este meu projeto passou a ser também o meu trabalho e propósito de vida. Neste artigo mais pessoal, conto como aconteceu este percurso! Vou responder às vossas perguntas deixadas no Instagram Dicas da Oksi e mais algumas partilhas bem pessoais. Mas, primeiro, aqui vai o resumo destes 4 anos, em números!

4 anos de Dicas de Oksi, em números:

  • 25.000 (mais de) seguidores no Facebook
  • 13.500 (mais de) seguidores no Instagram
  • 80 Workshops, com mais de 1100 participantes no total
  • 19 Showcookings
  • 8 Presenças em Televisão Nacional
  • 2 consultorias de ementa vegetariana

Querem saber como tudo aconteceu?

C0mo tudo começou…

Dicas da Oksi foi criado exatamente há 4 anos, no dia 16 de Julho de 2015. Eu era estudante de psicologia clínica (no Porto), estava no final do 3º ano do Mestrado. Tinha decidido tirar psicologia clínica porque sempre soube que queria ajudar as pessoas a ter uma vida melhor, mas nunca soube muito bem como. A psicologia foi a melhor resposta que encontrei na altura!

Desde o primeiro ano do curso, paralelamente ao mesmo, lia muito sobre nutrição, alimentação e outros aspetos de saúde e bem-estar. Como vim viver sozinha para o Porto, passei a ser responsável por todas as minhas necessidades, incluindo as minhas refeições! Nunca fui minha fã de carne então, naturalmente fui deixando de comprar alguns produtos de origem animal. Assim, gradualmente, fui passando para uma alimentação de base vegetal.

Como sempre gostei de comida tanto da vertente teórica, como na prática, comecei a inventar muitas receitas novas, todas vegetarianas. A família e os amigos pediam-me sempre as receitas e tinham muitas dúvidas sobre a minha nova alimentação! Por outro lado, sempre amei fotografia e escrever…sou uma pessoa muito criativa e a verdade é que no curso não estava a exprimir este lado meu.

Assim, durante as férias de Verão de 2015, quando já tinha acabado os exames da faculdade e estava a descansar nos Açores, decidi criar então o Dicas da Oksi. Pensei durante muito tempo no nome, sabia que não queria limitar a receitas…e, no fundo, tudo aquilo que eu faço consiste em pequenas dicas, opções…são sementes que vou espalhando e que cada um de vós pode ou não plantar.

Dificuldades iniciais…ou desculpas?

Até agora parece tudo muito bonito, certo? Mas, a realidade não era assim tão fácil…pode-se dizer que eu estava em piores condições para criar um blog de culinária saudável! Estava prestes a começar o primeiro ano de mestrado com aulas todos os dias, vivia numa residência universitária em que partilhava a cozinha com mais 10 pessoas, praticamente não tinha espaço e orçamento para ter quaisquer materiais e acessórios de cozinha, não tinha dinheiro para comprar muitos dos ingredientes, não percebia nada da codificação e o tempo para dedicar ao blog também não era muito.  Em 2015, quando criei o blog, para além do mestrado ia fazendo trabalhos temporários de promoção (fui menina das amostras dos perfumes, cremes…até vendi enlatados gourmet!).

Durante muito tempo achei que era impossível começar um blog, por todas estas dificuldades pouco favoráveis…mas deixe-me de m***** e deixei de inventar desculpas (Oksana de 2015, fizeste tu muito bem!). Por isso, tudo depende do ponto de vista e da atitude. É assustador mudar, é assustador começar um projeto novo…mas é ainda mais assustador pensar que, daqui a alguns anos, será tudo exatamente igual ao dia de hoje porque não tivemos a coragem de dar o passo.

 

É assustador mudar, é assustador começar um projeto novo…mas é ainda mais assustador pensar que, daqui a alguns anos, será tudo exatamente igual ao dia de hoje porque não tivemos a coragem de dar o passo.

Quando eu percebi que queria viver do meu projeto?

Desde o início, o blog Dicas da Oksi foi tendo bastante sucesso, pois na altura ainda não havia muitos conteúdos sobre a alimentação vegetariana. Passado um ano desde a criação do blog, recebi o primeiro convite para dar um workshop. Nos próximos dois anos, fui então conciliando o Mestrado, a criação dos conteúdos para o blog e alguns workshops.

Em 2017, quando estava a acabar o estágio e prestes a entregar a tese, estava à procura de estágio profissional (é obrigatório em psicologia) para continuar o meu percurso profissional. No entanto, as vagas eram escassas e implicavam, quase sempre trabalhar de graça…durante 1 ano (ou mais). Não era uma opção para mim, pois já vivia sozinha desde os 18 anos e precisava (e queria) de ter a minha independência, incluíndo a financeira.

Assim, na altura da entrega da tese e enquanto procurava estágio, fui investindo mais no meu projeto, dando mais workshops e outros eventos. Lá no fundo, sempre soube que adoraria viver do meu projeto e que ia preferir isso a um trabalho mais tradicional. Pensei para mim “se encontrar estágio sempre posso parar o que estou a fazer agora e começar a trabalhar…”.  O mesmo se aplicava para o caso das coisas não correrem como esperado: em qualquer momento podia arranjar um trabalho para “desenrascar”, num café, loja, etc.  Se estás numa situação de impasse semelhante, se não sabes se arriscas ou optas por um trabalho dentro da tua zona de conforto, lembra-te… que o melhor acontece fora dela.

 

Se estás numa situação de impasse semelhante, se não sabes se arriscas ou optas por um trabalho dentro da tua zona de conforto, lembra-te… que o melhor acontece fora dela. 

 

Como tinha mais disponibilidade, começaram a surgir mais propostas de eventos, consultoria de ementa…e a minha agenda foi-se compondo. É importante referir que todos os ganhos nunca foram do blog em si ou das respetivas redes sociais, mas dos serviços realizados por mim, todos associados à alimentação saudável. Aos poucos, deixei de procurar estágio, por falta de motivação e disponibilidade. Assim, passei a viver do meu projeto não só por vontade e amor pelo que faço, mas também por necessidade.

 

Assim, passei a viver do meu projeto não só por vontade e amor pelo que faço, mas também por necessidade.

 

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Como foi passar a trabalhar por conta própria?

Devo dizer que foi incrível e assustador ao mesmo tempo. Trabalhar um projeto próprio implica sempre um risco e instabilidade. Mas, achei que mais valia assumir esse risco enquanto era nova e não tinha responsabilidades para além de mim (filhos)…eu sabia que, se não o fizesse na altura, ia acabar por fazer mais tarde.

Por um lado, foi incrível porque, pela primeira vez, estava quase a full-time (ainda fazia alguns trabalhos de promoção) no meu projeto e podia dedicar-lhe mais tempo! Eu amo produzir conteúdos, comunicar, partilhar e organizar eventos, e finalmente consegui fazê-lo com calma e dedicação!

Por outro lado, foi assustador por causa da pressão (de mim própria) para ser boa o suficiente e ganhar o suficiente (afinal de contas ninguém vive de energia solar!). Já estava a pagar renda, contas e todas as despesas possíveis e imagináveis. Não tinha (e nem queria) ninguém para me suportar financeiramente (apenas de saber que, se fosse preciso, os meus pais estariam lá para isso também). Há sempre presente este misto de emoções e muitas dúvidas presentes. Foi necessário muita confiança, trabalho interior e capacidade de planeamento e organização para make it work!

 

Há sempre presente este misto de emoções e muitas dúvidas presentes. Foi necessária muita confiança, trabalho interior e capacidade de planeamento e organização para make it work!

 

Qual é parte mais difícil de trabalhar por conta própria?

Tal como já tinha referido, a instabilidade financeira é sempre uma questão difícil. No entanto, devo dizer que a solidão do dia-a-dia consegue ser ainda mais…na maioria das vezes, quem vive de um projeto próprio passa a maioria do tempo sozinho! Fazem muita falta as pausas no trabalho a falar com os colegas, as horas de almoço acompanhadas, os cafés depois do trabalho!

Há também imensos aspectos que são, ao mesmo tempo, desafiantes pela positiva e pela negativa. A constante necessidade de aprendizagem e inovação, a multiplicidade de tarefas de áreas diferentes que realizo todos os dias enriquecem-me mas, sem dúvida, tornam todo o trabalho mais difícil.

E a melhor?

A flexibilidade de horários é algo que me agrada, apesar de tentar trabalhar ao máximo dentro do horário laboral “normal”! O fato de trabalhar a partir de casa permite também almoçar comida caseira e até feita na hora, o que para mim é uma mais-valia enorme. Por último, a responsabilidade, que tem sempre dois lados! Se alguma coisa não correr como esperado, a culpa é nossa…mas também, tudo o que correr bem, todas as conquistas e vitórias também são 100% nossa responsabilidade!

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Em conclusão…

Fico muito feliz por, há alguns anos atrás, ter começado e blog e todos os projetos envolventes.  É, sem dúvida, muito gratificante chegar ao final do dia e sentir que amo aquilo que faço. Receber o vosso feedback é a melhor parte do meu trabalho e fico muito feliz por ajudar pessoas e partilhar a minha jornada

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