Açores (São Miguel): roteiro turístico

Depois do artigo Açores (São Miguel): roteiro vegetariano/vegan, não podia falta um roteiro turístico! Este vai ser relativo à ilha de São Miguel, também conhecida por “ilha verde” (nota-se tão pela foto de destaque deste artigo!). Chamo de casa à ilha de São Miguel há quase 13 anos. Quando vim para Portugal, morei nos Açores até 2012. Por isso, nunca fiz um roteiro tão concentrado em poucos dias, quando venho aqui de férias aproveito para vir com mais tempo. No entanto, sempre que recebo amigos ou família por cá, são estas as rotas que fazemos.

Organizei o roteiro em 5 dias, dando também muitas ideias de passeios e atividades para quem vier durante mais tempo (o que aconselho!). A verdade é que há muito para ver e fazer na ilha, em qualquer altura do ano. Para ilustrar melhor os roteiros, juntei fotos que fui tirando ao longo dos anos, sendo que todas elas são da minha autoria. Espero então que este artigo vos seja útil e que tenham oportunidade de visitar a “minha” ilha!

Antes de ir…

Melhor altura do ano para visitar os Açores

Penso que qualquer altura do ano é boa para visitar os Açores. As temperaturas na ilhas são muito mais amenas, sendo que os invernos não são nada rigorosos. Ainda assim, no caso de ter flexibilidade de férias, aconselho os meses intermédios (Maio, Junho, Setembro), nos quais faz calor mas que fogem à altura do ano com maior afluxo de pessoas.  Se só conseguir as férias nos meses de verão, também é uma boa altura para vir!

Como chegar até aos Açores

A única maneira de chegar aos Açores é através de avião. Aconselho a reservarem os voos com a maior antecedência possível, sendo que os preços variam muito. Existem partidas desde o aeroporto de Lisboa e do Porto.

Alojamento na ilha de São Miguel

Existem inúmeras opções de alojamento na ilha. Aconselho a escolherem um Airbnb em Ponta Delgada ou arredores. Pessoalmente, quando viajo, é sempre este o tipo de alojamento que escolho, pela flexibilidade e comodidade em poder preparar algumas refeições em casa. Ao fazerem a reserva (em qualquer parte do mundo) através deste link, vão obter até 41€ de desconto. Aproveitem!

Como movimentar-se na ilha

É crucial ter um carro para conseguir visitar a ilha. Existem autocarros públicos, mas as viagens são muito demoradas e pouco regulares. Assim, alugar um carro é essencial e vai-vos permitir percorrer toda a ilha em poucos dias. Podem utilizar os inúmeros serviços de aluguer de carros disponíveis em São Miguel.

Escolher o local da ilha a visitar consoante o tempo

O tempo na ilha é muito imprevisível, em qualquer altura do ano. Não é por acaso que se diz que, em São Miguel, podem acontecer as 4 estações num mesmo dia! Para além disso,  num lado da ilha pode estar sol, enquanto que no outro cai chuva torrencial. Assim, é essencial ajustar o passeio de cada dia ao tempo da ilha. O site windguru é o melhor para consultar o estado do tempo, pois para além da temperatura e precipitação, podem verificar a intensidade do vento, das ondas, entre outros.  Através do site SpotAzores podem verificar em direto o estado do tempo em todos os principais pontos da ilha, graças às webcams. É importante fazer isso especialmente antes de visitar qualquer lagoa, pois há sempre hipótese de estar encoberta.

Roteiro de São Miguel

Dia 1: sete cidades & mosteiros

Os locais deste dia são imperdíveis e merecem uma visita obrigatória. Aconselho a começar a visita pelo Miradouro da Lagoa do Canário, e a respetiva lagoa. Para mim, é o miradouro mais bonito da ilha, do qual conseguem-se ver 5 lagos diferentes. O acesso faz-se através de um caminho de terra que começar a partir da estrada principal, e o restante caminho a pé. A vista é incrível! A continuar o caminho até às Sete Cidades, parar no Miradouro da Lagoa de Santiago. É uma lagoa com tom verde intenso e bem diferente das outras.

Seguindo-se o caminho até às Sete Cidades, podem parar no Miradouro da Vista do Rei, que é abre a vista mais popular para estas lagoas. Ao lado deste miradouro fica o abandonado Hotel Monte Palace. O local já está muito degradado mas, ainda assim, acho que vale muito a pena visitar, parece o cenário de u filme! Do hotel também abre-se uma vista muito privilegiada para as lagoas de Sete Cidades.

De seguida, ao descer para a freguesia das Sete Cidades, podem tomar banho nas lagos, fazer um piquenique, visitar a Igreja Paroquial de Sete Cidades ou ainda fazer canoagem. Uma vez acabada a visita às Sete Cidades, segue-me em direcção à freguesia dos Mosteiros. Aqui, aconselho a visitarem a Praia dos Mosteiros e os Poças naturais dos Mosteiros.

No caso de restar tempo, finalizem este dia com uma visita à Ponta de Ferraria. É uma piscina natural que, aquando da baixa-mar, fica com água quente (devido à junção da água das caldeiras vulcânicas e água do mar). O acesso a este local balnear não é melhor e muito dependente do tempo e estado do mar, mas, se possível, vale a pena a visita.

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

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Dia 2: plantações chá & caldeira velha

Começar o dia pelo lindíssimo Miradouro de Santa Iria, que é um dos mais bonitos de São Miguel. A partir deste ponto, é possível observar a costa norte da ilha e algumas praias desertas.

Seguir rumo em direção ás fábricas de chá: começar pela Fábrica de chá Porto Formoso (se estiver aberta, infelizmente nem sempre está). Esta fábrica nem sempre está em produção, servindo mais de exposição. Seguir em direção à Fabrica de chá Gorreana, onde podem ser visitadas as plantações e todo o processo produtivo do chá. Aproveitar para provar os chás preto e verde (é de graça!).

Depois dos chás, seguir em direção ao Salto do Cabrito. É um local muito tranquilo e normalmente pouco visitado, em que se abre vista para uma cascata alta e lindíssima. Aconselho a não descer de carro até ao último ponto, pois a nivelarão é muito acentuada.

Depois, seguir rumo à Caldeira Velha, que fica a cerca de 5 minutos de carro. É um local com bonitas paisagens e com piscinas termais de água quente em destaque.

No caso de restar tempo (e energia!), seguir rumo até à Lagoa do Fogo, se esta não estiver encoberta (verificar no spotazores).

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

Dia 3: Furnas

Um dia inteiro merece ser dedicado à zona das Furnas. Ao chegar à Lagoa das Furnas parar perto da mística Capela da Nossa Senhora das Vitórias, do estilo gótico. Se desejado, a capela (interior) e o envolvente Jardim José do Canto podem ser visitados mediante um pagamento.

Seguir o caminho até às Caldeiras da Lagoa das Furnas, podem ver, pelas 11:30, como são retirados os cozidos feitos nas mesmas, junto à lagoa. Seguir caminho até à freguesia das Furnas e aproveitar para visitar também as Caldeiras daí e provar as diferentes águas minerais disponíveis, e ainda maçarocas cozidas nas caldeiras.

De seguida, visitar um ou os dois locais com águas termais quentes: Parque Terra Nostra e Poças da Dona Beija. Ao meu ver, o Parque Terra Nostra é um local imperdível, pois para além das águas quentes, dispõe de um vasto jardim circundante. São centenas de espécies de plantas diferentes e recantos naturais.

As Poças de Dona Beija podem ser o último local a visitar, pois o horário de abertura é alargado e, devido à grande temperatura da água, o banho é mais agradável ao fim do dia.

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

Dia 4: Zona Nordeste

Começar este dia com rumo ao Nordeste, ao Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões. Em frente à entrada principal do parque existe uma grande cascata e muitos outros recantos naturais dentro do parque. Seguir em direção ao Miradouro da Ponta do Arnel, a parir do qual pode-se observar o lindíssimo farol. É possível descer até ao farol e respetivo porto de pesca, no entanto, a estrada é muito acentuada (é mais seguro fazer a pé).

De seguida, partir para mais um miradouro – Miradouro da Ponta do Sossego, que é considerado um dos mais belos de São Miguel. Seguir para a freguesia do Faial da Terra, onde aconselho fazer o trilho do Salto do Prego (também conhecido por “Sanguinho”).  É um trilho que circular, de cerca de 2h, que permite acesso à uma belíssima cascata e ainda à aldeia do Sanguinho, abandonada e muito pitoresca. A aldeia tem sido remodelada, mas ainda mantém a sua estrutura original e vale muito a pena a visita.

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

Dia 5: Lagoa do Fogo e Lagoa do Congro

Começar o dia por visitar a Lagoa do Fogo, verificando antes no spotazores o estado da nebulosidade. Se a nebulosidade (e o tempo) o permitirem, fazer a descida até à Lagoa (vale muito a pena em dias de sol). Existem praias naturais na lagoa, pelo que deve-se trazer roupa de banho.

Prosseguir em direção à Lagoa do Congro. Nesta lagoa já não é possível tomar banho, no entanto, o seu tom esverdeado é único e o acesso é fácil. Continuar em direção à Vila Franca do Campo, mais concretamente até à Nossa Senhora da Paz. Subindo até à Igreja, abre-se uma vista panorâmica sobre a freguesia e o Ilhéu de Vila Franca do Campo. Para visitar o ilhéu, aconselho um dia dedicado apenas à essa atividade e com condições meteorológicas muito boas.

Terminar este dia com rudo à Lagoa, para visitar a Fábrica Cerâmicas Vieira. Esta é uma fábrica pequena e tradicional, sendo que pode ser observado (gratuitamente) todo o processo de produção.

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

E, no caso de ter dias extra…

Trilhos pedestres

Há inúmeros trilhos oficiais na ilha, sendo que todos podem ser consultados neste site. Para além do trilho Faial da Terra e a descida da Lagoa do Fogo que já referi aqui, recomendo especialmente o Trilho Praia Lagoa do Fogo (primeira foto de baixo), Trilho Chá Gorreana e o Trilho dos Moinhos da Ribeira Funda.

roteiro turístico São Miguel

Observação de golfinhos & cetáceos

Os passeios não são só na terra, também se fazem no mar! São diversas as empresas que fazem passeios de barco para observação de golfinhos e cetáceos. É sempre uma atividade um pouco demorada e cansativa, pelo que merece que lhe seja dedicado um dia inteiro.

roteiro turístico São Miguel

roteiro turístico São Miguel

Visitar o Ilhéu da Vila Franca do Campo

É possível chegar até ao  Ilhéu da Vila Franca do Campo de barco, sendo que os bilhetes podem ser comprados online. É possível tomar banho do ilhéu, sendo também um local perfeito para fazer snorkeling (deve ser trazido o equipamento).

ilhéu Vila franca São Miguel

ilhéu Vila franca São Miguel

Fazer voo de parapente

Para os mais aventureiros, os passeios também podem ser aéreos! Fazer voo de parapente nos Açores pode ser uma experiência inesquecível, se as condições meteorológicas assim o permitirem. Contactem o Clube Asas de São Miguel para agendar o seu (não é necessária experiência prévia).

parapente São Miguel

Fazer praia e ver o por-do-sol

Para quem vier em meses de calor e com mais tempo, não podem dispensar de um dia ou uma tarde de praia de areia vulcânica. As minhas preferidas são a Praia da Caloura e Areal de Santa Bárbara, que é um dos locais de eleição para ver o por-do-sol no verão.

Praia Caloura São Miguel

Santa Bárbara São Miguel

Explorar Ponta Delgada

Com tantas paisagens naturais, a cidade de Ponta Delgada fica para segundo plano. No entanto, merece que lhe seja dedicada uma manhã a tarde. Recomendo a visitar o Mercado da Graça (os dias com mais vendedores são quinta-feira, sexta-feira e sábado) e a Torre Sineira da Câmara Municipal de Ponta delgada.

mercado graça São Miguel

ponta delgada São Miguel

Visita à Gruta do Carvão

Nos arredores de Ponta Delgada é possível visitar a Gruta de Carvão, uma gruta vulcânica. Deve ser feita marcação e a visita dura cerca de 1h.

gruta carvão São Miguel

Em conclusão…

São Miguel é um destino para quem ama a natureza e a aventura, perfeito para ser visitado em qualquer altura do ano. As paisagens naturais são infinitas e há locais e passeios para vários dias! Espero que  este artigo Açores (São Miguel): roteiro turístico vos seja útil e aproveitem todas as dicas!

 

4 Anos de Dicas da Oksi…como tudo começou e evoluiu

Esta semana/mês o Dicas da Oksi faz 4 anos! Dá para acreditar? Parece que ainda ontem estava na pátio da minha residência universitária a fotografar as primeiras receitas! Desde então, este meu projeto passou a ser também o meu trabalho e propósito de vida. Neste artigo mais pessoal, conto como aconteceu este percurso! Vou responder às vossas perguntas deixadas no Instagram Dicas da Oksi e mais algumas partilhas bem pessoais. Mas, primeiro, aqui vai o resumo destes 4 anos, em números!

4 anos de Dicas de Oksi, em números:

  • 25.000 (mais de) seguidores no Facebook
  • 13.500 (mais de) seguidores no Instagram
  • 80 Workshops, com mais de 1100 participantes no total
  • 19 Showcookings
  • 8 Presenças em Televisão Nacional
  • 2 consultorias de ementa vegetariana

Querem saber como tudo aconteceu?

Como tudo começou…

Dicas da Oksi foi criado exatamente há 4 anos, no dia 16 de Julho de 2015. Eu era estudante de psicologia clínica (no Porto), estava no final do 3º ano do Mestrado. Tinha decidido tirar psicologia clínica porque sempre soube que queria ajudar as pessoas a ter uma vida melhor, mas nunca soube muito bem como. A psicologia foi a melhor resposta que encontrei na altura!

Desde o primeiro ano do curso, paralelamente ao mesmo, lia muito sobre nutrição, alimentação e outros aspetos de saúde e bem-estar. Como vim viver sozinha para o Porto, passei a ser responsável por todas as minhas necessidades, incluindo as minhas refeições! Nunca fui minha fã de carne então, naturalmente fui deixando de comprar alguns produtos de origem animal. Assim, gradualmente, fui passando para uma alimentação de base vegetal.

Como sempre gostei de comida tanto da vertente teórica, como na prática, comecei a inventar muitas receitas novas, todas vegetarianas. A família e os amigos pediam-me sempre as receitas e tinham muitas dúvidas sobre a minha nova alimentação! Por outro lado, sempre amei fotografia e escrever…sou uma pessoa muito criativa e a verdade é que no curso não estava a exprimir este lado meu.

Assim, durante as férias de Verão de 2015, quando já tinha acabado os exames da faculdade e estava a descansar nos Açores, decidi criar então o Dicas da Oksi. Pensei durante muito tempo no nome, sabia que não queria limitar a receitas…e, no fundo, tudo aquilo que eu faço consiste em pequenas dicas, opções…são sementes que vou espalhando e que cada um de vós pode ou não plantar.

Dificuldades iniciais…ou desculpas?”

Até agora parece tudo muito bonito, certo? Mas, a realidade não era assim tão fácil…pode-se dizer que eu estava em piores condições para criar um blog de culinária saudável! Estava prestes a começar o primeiro ano de mestrado com aulas todos os dias, vivia numa residência universitária em que partilhava a cozinha com mais 10 pessoas, praticamente não tinha espaço e orçamento para ter quaisquer materiais e acessórios de cozinha, não tinha dinheiro para comprar muitos dos ingredientes, não percebia nada da codificação e o tempo para dedicar ao blog também não era muito.  Em 2015, quando criei o blog, para além do mestrado ia fazendo trabalhos temporários de promoção (fui menina das amostras dos perfumes, cremes…até vendi enlatados gourmet!).

Durante muito tempo achei que era impossível começar um blog, por todas estas dificuldades pouco favoráveis…mas deixe-me de m***** e deixei de inventar desculpas (Oksana de 2015, fizeste tu muito bem!). Por isso, tudo depende do ponto de vista e da atitude. É assustador mudar, é assustador começar um projeto novo…mas é ainda mais assustador pensar que, daqui a alguns anos, será tudo exatamente igual ao dia de hoje porque não tivemos a coragem de dar o passo.

 

É assustador mudar, é assustador começar um projeto novo…mas é ainda mais assustador pensar que, daqui a alguns anos, será tudo exatamente igual ao dia de hoje porque não tivemos a coragem de dar o passo.

Desde o início, o blog Dicas da Oksi foi tendo bastante sucesso, pois na altura ainda não havia muitos conteúdos sobre a alimentação vegetariana. Passado um ano desde a criação do blog, recebi o primeiro convite para dar um workshop. Nos próximos dois anos, fui então conciliando o Mestrado, a criação dos conteúdos para o blog e alguns workshops.

Em 2017, quando estava a acabar o estágio e prestes a entregar a tese, estava à procura de estágio profissional (é obrigatório em psicologia) para continuar o meu percurso profissional. No entanto, as vagas eram escassas e implicavam, quase sempre trabalhar de graça…durante 1 ano (ou mais). Não era uma opção para mim, pois já vivia sozinha desde os 18 anos e precisava (e queria) de ter a minha independência, incluíndo a financeira.

Assim, na altura da entrega da tese e enquanto procurava estágio, fui investindo mais no meu projeto, dando mais workshops e outros eventos. Lá no fundo, sempre soube que adoraria viver do meu projeto e que ia preferir isso a um trabalho mais tradicional. Pensei para mim “se encontrar estágio sempre posso parar o que estou a fazer agora e começar a trabalhar…”.  O mesmo se aplicava para o caso das coisas não correrem como esperado: em qualquer momento podia arranjar um trabalho para “desenrascar”, num café, loja, etc.  Se estás numa situação de impasse semelhante, se não sabes se arriscas ou optas por um trabalho dentro da tua zona de conforto, lembra-te… que o melhor acontece fora dela.

 

Se estás numa situação de impasse semelhante, se não sabes se arriscas ou optas por um trabalho dentro da tua zona de conforto, lembra-te… que o melhor acontece fora dela.

 

Como tinha mais disponibilidade, começaram a surgir mais propostas de eventos, consultoria de ementa…e a minha agenda foi-se compondo. É importante referir que todos os ganhos nunca foram do blog em si ou das respetivas redes sociais, mas dos serviços realizados por mim, todos associados à alimentação saudável. Aos poucos, deixei de procurar estágio, por falta de motivação e disponibilidade. Assim, passei a viver do meu projeto não só por vontade e amor pelo que faço, mas também por necessidade.

 

Assim, paPassei a viver do meu projeto não só por vontade e amor pelo que faço, mas também por necessidade.

dicas da oksi

Como foi passar a trabalhar por conta própria?

Devo dizer que foi incrível e assustador ao mesmo tempo. Trabalhar um projeto próprio implica sempre um risco e instabilidade. Mas, achei que mais valia assumir esse risco enquanto era nova e não tinha responsabilidades para além de mim (filhos)…eu sabia que, se não o fizesse na altura, ia acabar por fazer mais tarde.

Por um lado, foi incrível porque, pela primeira vez, estava quase a full-time (ainda fazia alguns trabalhos de promoção) no meu projeto e podia dedicar-lhe mais tempo! Eu amo produzir conteúdos, comunicar, partilhar e organizar eventos, e finalmente consegui fazê-lo com calma e dedicação!

Por outro lado, foi assustador por causa da pressão (de mim própria) para ser boa o suficiente e ganhar o suficiente (afinal de contas ninguém vive de energia solar!). Já estava a pagar renda, contas e todas as despesas possíveis e imagináveis. Não tinha (e nem queria) ninguém para me suportar financeiramente (apenas de saber que, se fosse preciso, os meus pais estariam lá para isso também). Há sempre presente este misto de emoções e muitas dúvidas presentes. Foi necessário muita confiança, trabalho interior e capacidade de planeamento e organização para make it work!

 

Há sempre presente este misto de emoções e muitas dúvidas presentes. Foi necessária muita confiança, trabalho interior e capacidade de planeamento e organização para make it work!

 

Qual é parte mais difícil de trabalhar por conta própria?

Tal como já tinha referido, a instabilidade financeira é sempre uma questão difícil. No entanto, devo dizer que a solidão do dia-a-dia consegue ser ainda mais…na maioria das vezes, quem vive de um projeto próprio passa a maioria do tempo sozinho! Fazem muita falta as pausas no trabalho a falar com os colegas, as horas de almoço acompanhadas, os cafés depois do trabalho!

Há também imensos aspectos que são, ao mesmo tempo, desafiantes pela positiva e pela negativa. A constante necessidade de aprendizagem e inovação, a multiplicidade de tarefas de áreas diferentes que realizo todos os dias enriquecem-me mas, sem dúvida, tornam todo o trabalho mais difícil.

E a melhor?

A flexibilidade de horários é algo que me agrada, apesar de tentar trabalhar ao máximo dentro do horário laboral “normal”! O fato de trabalhar a partir de casa permite também almoçar comida caseira e até feita na hora, o que para mim é uma mais-valia enorme. Por último, a responsabilidade, que tem sempre dois lados! Se alguma coisa não correr como esperado, a culpa é nossa…mas também, tudo o que correr bem, todas as conquistas e vitórias também são 100% nossa responsabilidade!

dicas da oksi

Em conclusão…

Fico muito feliz por, há alguns anos atrás, ter começado e blog e todos os projetos envolventes.  É, sem dúvida, muito gratificante chegar ao final do dia e sentir que amo aquilo que faço. Receber o vosso feedback é a melhor parte do meu trabalho e fico muito feliz por ajudar pessoas e partilhar a minha jornada